แฟ้มประวัติEspaço Andréa Menezesรูปถ่ายบล็อกรายการเพิ่มเติม ![]() | วิธีใช้ |
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20 พฤศจิกายน Meu amigo JosemarEu conheci o Jô num acampamento. Comecei por odiar o fato dele acordar a gente com uma ‘corneta’ as 6 da madruga. Ninguém merece!!! Naquela época nem imaginava que bons amigos nos tornaríamos. Passamos boas ‘aventuras’ juntos, mas a história mais engraçada que vivi com Jô foi no dia que passamos a ter conta conjunta. Jô não tinha onde receber dinheiro no Equador pois não tinha conta, nem como abrir uma. Eu tinha uma conta corrente. Daí tive a grande idéia: uma conta conjunta!! Falei com ele e fomos ao banco juntos com os documentos necessários. Aqui vale esclarecer um detalhe: o Jô tem o mesmo sobre nome que o meu. Ambos somos Menezes J Chegando na sala do gerente, sentamos e expliquei que queria acrescentar o Jô na minha conta. O gerente pegou nossos documentos, olhou-os, encarou a gente e perguntou: - Vocês são casados? Apressadamente o Jô – que na época era solteiro – respondeu que não, enfaticamente. Mas ao mesmo tempo, eu respondia que sim com a mesma ênfase. Ele me olhou meio que ‘o que você tá dizendo!’ - Sabe o que é, eu vivo querendo casar com esse homem, mas ele fica me enrolando, não quer nada sério comigo. Neste momento, a secretária chegou me chamando, pois tinha que assinar uns papeis. O Jô ficou na sala com o gerente. Voltei, nos despedimos do gerente e tínhamos que ir ao caixa. Descendo as escadas ele me diz: - Você não sabe em que rolo me meteu! Depois que você saiu o gerente me passou um sabão perguntando porque eu não casava com você, que porque eu tava enrolando uma ‘chica tan guapa’, ‘não perde essa oportunidade meu filho’....bla, bla, bla... Nos dois riamos de tudo isso. Já no caixa, a moça pega nossos documentos e, mais uma vez espantada com o sobrenome pergunta: - Vocês são irmãos? Daí, foi o Jô que me surpreendeu. Ele mais que depressa disse: - Somos sim! Só que ela nasceu de dia e eu de noite!! Nem preciso dizer mas, a gargalhada foi geral. Afinal, nos divertimos muito naquele dia. Sempre disse pro Jô que se não fosse carioca, com certeza seria baiana. Sem dúvida nenhuma, somos irmãos que apenas nasceram em lares diferentes. Foi muito legal receber aqui em casa o Jô e sua família que estão indo de volta por terra para o Equador. Boa viagem, meu amigo!!05 พฤศจิกายน A águia que (quase) virou galinha(Por Rubem Alves) A idéia desta estória não é minha. Meu é só o jeito de contar... Sobre uma águia que foi criada num galinheiro. E foi aprendendo sobre o jeito galináceo de ser, pensar, de ciscar a terra, de comer milho, de dormir em poleiros... E na medida em que aprendia, ia esquecendo as poucas lembranças que lhe restavam do passado. É sempre assim: todo aprendizado exige um esquecimento... e ela desaprendeu ... cume das montanhas, os vôos nas nuvens, o frio das alturas, a vista se perdendo no horizonte, o delicioso sentimento de dignidade e liberdade... Como não havia ninguém que lhe falasse destas coisas, e todas as galinhas cacarejassem os mesmos catecismos, ela acabou por acreditar que ela não passava de uma galinha com perturbação hormonal, tudo grande demais, aquele bico curvo, sinal certo de acromegalia, e desejava muito que o seu cocô tivesse o mesmo cheiro certo do cocô das galinhas... Um dia apareceu por lá um homem que vivera nas montanhas e vira o vôo orgulhoso das águias. “Que é que você faz aqui?”, ele perguntou.
E não houve argumento que mudasse a cabeça da águia esquecida. Até que o homem, não agüentando mais ver aquela coisa triste, uma águia transformada em galinha, agarrou a águia à força, e a levou até o alto de uma montanha. A pobre águia começou a cacarejar de terror, mas o homem não teve compaixão; jogou-a no vazio do abismo. Foi então que o pavor, misturado a memórias que ainda moravam em seu corpo, fez as asas baterem, a princípio em pânico, mas pouco a pouco com tranqüila dignidade, até se abrirem confiantes, reconhecendo aquele espaço imenso que lhe fora roubado. E ela finalmente compreendeu que seu nome não era galinha, mas águia... 03 พฤศจิกายน VER"Se podes olhar, vê. Se podes ver, repara." José Saramago em "Ensaio sobre a cegueira". |
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